42ª Mostra Internacional de São Paulo

Alô, São Paulo. Mais uma Mostra SP chegando e o coração cinéfilo bate mais forte. Em meio a esse sentimento de desolação política, vamos começar mais uma maratona aqui nessa festa do cinema mundial. Dessa vez, minha cobertura será feito somente para o Moviola Digital.

Este ano a programação da Mostra está recheada de coisas apetitosas, como de praxe. A começar pela tríplice premiação dourada (Palma, Urso e Leão de Ouro) dos principais festivais de cinema do mundo. Tem também os novos trabalhos dos adorados Jia Zhang-ke, Spike Lee, Nuri Bilge Ceylan, Paul Vechialli, Jafar Panahi, Hong Sang-soo. E, claro, aqueles filmes que chegam na surdina, de diretores e lugares desconhecidos, e são capazes de nos surpreender.

A abertura da Mostra foi com o longa inglês A Favorita, do enfant terrible grego Yorgos Lanthimos. O encerramento será com o aguardado Roma, retorno de Alfonso Cuáron ao seu querido México natal, grande aposta para o próximo Oscar.

Entre os clássicos, exibição especial de Asas do Desejo, comemorando os 30 anos do lançamento do clássico de Wim Wenders no Brasil; sessão especial de Central do Brasil, de Walter Salles, 20 anos depois da conquista do Urso de Ouro em Berlim. Tem ainda La Hora de los Hornos, petardo político dirigido pelo argentino Fernando Solanas, que estará presente no evento.

Serão cerca de 330 títulos que poderão ser conferidos na extensa programação da Mostra. É muita coisa e será uma festa, ainda que a turbulência política do país deixe tudo com ar agridoce. O cartaz oficial e a vinheta desta edição, assinados pela artista Laurie Anderson, não poderiam traduzir melhor a situação atual do Brasil: as trevas se aproximam, o quarto escuro de giz evocando uma prisão-pesadelo, a tela (o cinema, a arte?) como a rajada de luz que mostra uma saída, o caminho da iluminação. Há esperança? A Mostra diz que sim. Eu quero acreditar nisso. Sigamos.

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